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Campanha da Fraternidade 2020

Apresentação Campanha da Fraternidade 2020

Estimados irmãos e irmãs em Jesus Cristo,

Como peregrinos neste mundo, celebramos a nossa fé e almejamos, pela graça de Deus, um dia poder habitar na sua casa, estar ente os eleitos, dos que ressuscitaram para a vida eterna.

A Igreja, mãe e mestra, que acolhe, pelo sacramento do Batismo, seus filhos e filhas, nos convida e nos oferece a oportunidade de percorrermos um caminho de preparação, para celebrarmos a dada ano a Páscoa do Senhor Jesus.

É a festa da vida, da esperança, da vitória do bem sobre o mal, do amor de Deus pela vida, manifestado pela paixão, morte e ressurreição de seu Filho Jesus, que se faz presente no coração de cada um de nós, nas nossas famílias e comunidades de fé, mas também no peregrinar da humanidade, muitas vezes ferida pela dor do pecado que destrói a vida.

Uma comissão do Regional Sul 3 da CNBB preparou este belo subsídio para encontros e celebrações, nas famílias e comunidades, com o intuito de ajudar o nosso querido povo de Deus a preparar-se espiritualmente,  no tempo da Quaresma, para celebrar a Páscoa do Senhor, a festa da vida.

Neste tempo em nosso País, para ajudar-nos na caminhada quaresmal, temos a Campanha da Fraternidade que, desta vez, tem como tema “Fraternidade e vida: dom e compromisso” e como lema “Viu, sentiu compaixão e cuidou dele” (Lc 10, 33-34).

Tendo como exemplo a Exortação Apostólica Cristo Vive do nosso Papa Francisco, na qual ele diz” Tudo o que Cristo toca torna-se jovem, fica novo, enche-se de vida”; o testemunho dos mártires e beatos do Rio Grande do Sul, Beatos Manuel e Adílio, da santa Irmã Dulce dos Pobres, e de tantos outros que consumiram e consomem a vida para que outros tenham dignidade de vida, convido-os a celebrar com esperança, a nossa fé em Jesus Cristo, que, na sua missão de anunciar o Reino de Deus, manifestou amor pela vida, fez da vida uma entrega de amor, nos ensinou a cuidar da vida, lembrando que em Cristo, há sempre vida e vida em abundância.

Agradeço a Comissão do Regional pela preparação deste subsídio, e desejo a todos que a caminhada quaresmal seja intensamente marcada pela renovação da vida interior, para celebrarmos com o Senhor Jesus a vitória da vida, na sua Páscoa.

Porto Alegre, 17 de novembro de 2019 – Terceiro Dia Mundia dos Pobres.

José Gislon, OMFcap

Bispo Diocesano de Caxias do Sul

Presidente do CONSER do Sul 3 da CNBB

 

 

Beatos Pe. Manuel Gómez González e Adílio Daronch

Na Igreja conhecemos pessoas que doaram suas vidas, como Jesus. Aqui no Rio Grande do Sul, temos exemplos de mártires que derramaram seu sangue por amor a Jesus, por fidelidade à fé cristã e por não temer em seguir o mandamento do amor. É o caso do Padre Manuel e do coroinha Adílio. Vamos olhar para o quadro deles e conhecer a história de seu martírio

O Padre Manuel Gómez González nasceu na Espanha, em 1877. Chegou ao Brasil em 1913, onde trabalhou nas paróquias gaúchas de Soledade e Nonoai, onde evangelizou com esmero e dedicação até 1924.

Adílio Daronch nasceu em Dona Francisca, em 1908, mas em 1912, sua família transferiu-se para Nonoai. A família de Adílio se destacava na prática da caridade e colaborava muito com o Padre Manuel, ajudando-o nas missas.

Pelo ano de 1924, ocorreu um conflito na região e foram mortos alguns homens. Os assassinos não queriam que fossem sepultados, pois deveriam ficar à sorte dos animais. Pe. Manuel, porém, exercendo uma obra de misericórdia, enterrou aqueles mortos e abençoou suas sepulturas. O ato provocou a ira dos assassinos. Em 21 de maio daquele ano, enquanto viajavam para a cidade de Três Passos, Pe. Manuel e coroinha Adílio, foram raptados e assassinados por aqueles malfeitores. Em meio à mata, os dois foram amarrados a árvores e alvejados por disparos de arma de fogo. Após o ocorrido, os fiéis que foram até o local da morte do padre e do coroinha contam que os corpos estavam preservados e não haviam sido tocados pelos animais da floresta e não apresentavam nenhum outro sinal de violência além das marcas dos disparos.

 O padre e o coroinha foram sepultados em Três Passos e, anos mais tarde, os seus restos mortais foram transladados para Nonoai, onde existe o Santuário Nossa Senhora da Luz, para acolher os fiéis. Ambos foram beatificados em 2007 pelo Papa Bento XVI.

Neste mundo marcado por luzes e trevas, há quem não aceite a mensagem de Jesus Cristo. O amor de Deus continua sendo rejeitado por aqueles que preferem a ganância, a fama, o poder, o aparecer e outras ambições que matam a vida.

 

Como o exemplo do Pe. Manuel e do coroinha Adílio nos ensinam a defender sempre a vida e não temer nem mesmo a morte para viver como Jesus viveu?

Fonte: CNBB Sul 3

 

 

 

 

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